Nova contribuição sindical não será obrigatória, diz Marinho
Ministro afirmou que proposta prevê teto e mais transparência
Ministro afirmou que proposta prevê teto e mais transparência
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou
nesta quinta-feira (28) que um grupo de trabalho envolvendo centrais sindicais,
representantes de organizações patronais e do governo estão construindo uma
proposta para criar uma contribuição financeira para as entidades sindicais.
"Um país democrático pressupõe ter sindicatos
representativos e fortes. Para isso, é preciso ter condições", disse o
ministro em entrevista ao programa A Voz do Brasil, transmitido pela Empresa
Brasil de Comunicação (EBC).
A ideia é que a contribuição esteja vinculada às negociações
de acordos e convenções coletivas de trabalho, negociada entre sindicatos de
empregadores e de trabalhadores. A medida valeria para as entidades patronais e
para as de trabalhadores, e só entraria em vigor se aprovada em assembleias
pelas respectivas categorias.
"Tanto o sindicato de empregadores, como o sindicato de
empregadores podem sugerir, reivindicar junto à sua categoria, a aprovação de
uma contribuição negocial, por conta da prestação de serviço do acordo coletivo
de trabalho. Agora, as assembleias podem não aprovar. Portanto, não é
compulsório, ele é um processo de construção coletiva e ambiente coletivo se
decide coletivamente e não individualmente. Se a assembleia rejeitar, nada se cobra",
explicou Marinho.
Segundo o ministro, a proposta em discussão nada tem a ver
com o antigo imposto sindical, extinto pela reforma trabalhista aprovada em
2017, durante o governo do ex-presidente Michel Temer. O modelo anterior era no
formato de imposto e recolhido anualmente a partir do desconto de um dia de
trabalho dos empregados com carteira assinada. O formato da nova contribuição
prevê um teto máximo de até 1% da renda anual do trabalhador. "Esse é o
teto, mas assembleia pode decidir que é 0,5%, é 0,25%, pode decidir que é
nada", acrescentou.
Além da aprovação de uma nova contribuição negocial para
entidades sindicais, o grupo de trabalho tripartite, criado pelo governo
federal, vai propor regras de transparência para as organizações sindicais, que
devem incluir limite de mandatos e regras de prestação de contas. A expectativa
do ministro Luiz Marinho é que uma proposta seja apresentada em cerca de 15
dias, para ser levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"O que o governo faz é estabelecer um diálogo tripartite, com trabalhadores e empregadores, provocar o debate entre eles, em especial, que eles ofereçam ao governo, para ser submetida à apreciação do presidente Lula. E, posteriormente, colocar à disposição do Congresso Nacional, que é quem dá sempre a palavra final em qualquer política pública", afirmou.
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